arTeira trakkinna

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Ler: Prazer e Saber


Ler: prazer e saber

Muitas são as questões e os entraves que envolvem a formação do hábito da leitura, especialmente por prazer e não como obrigação. Entre estes, podemos destacar as políticas públicas vigentes que não oferecem, a contento, as devidas condições às famílias, às Escolas, ao público em geral. A leitura deve ser uma preocupação de todos, mas é preciso demandar muitos esforços para que todas as pessoas, em geral, possam conviver com bons livros, revistas, jornais, etc. Que haja garantia de tempo e espaço no trabalho, na Escola, em casa, em diversos lugares. Que haja orientações qualificadas e que as pessoas tenham oportunidade de se expressarem, seja por registros orais ou escritos. Mas, mais que isto: a valorização social da leitura em todas as esferas sociais deve ser uma meta imprescindível a ser divulgada e potencializada o tempo inteiro.

Oferecendo, de fato e de direito, possibilidades das pessoas tornarem-se, ou não, leitoras, dependendo de suas vontades (O direito de não ler, Daniel Pennac, “Como um Romance”, 1997). Em, 'Como um romance' Pennac questiona, através da recriação ficcional do ambiente de uma sala de aula, a razão de os jovens não gostarem de ler. Baseado em suas próprias experiências como professor, ele ensina como recuperar nos alunos o gosto pela leitura. Acima de tudo, Pennac quer mostrar que o ato de ler é um ato de prazer e não de obrigação.

Neste sentido, o INSTITUTO ALPARGATAS – IA e o INSTITUTO CAMARGO CORRÊA – ICC têm contribuído satisfatoriamente para minimizar as questões preliminares que outrora foram citadas. O IA, em parceria com o ICC, citados, doaram às Unidades Escolares Municipais de Campina Grande e de outros municípios do Estado da Paraíba, uma Biblioteca Móvel (Baú Móvel), com um acervo considerável de livros, que vai desde a literatura infantil ate os livros mais clássicos, diminuindo, com esta ação, vários problemas como; convívio com obras literárias, valorização social da leitura pelos grupos sociais ligados às Unidades Escolares, espaço, tempo, acervo, etc. Ainda estão oferecendo, através do CENPEC( CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM EDUCAÇÃO, CULTURA E AÇÃO COMUNITÁRIA ).

Com estas perspectivas e conscientes da importância do ato de ler por prazer, nós, educadores destas Unidades de Serviços Educacionais, deveremos estar atentos ao desenvolvimento e fortalecimento de ações que conduzam nossos alunos e todos que estão envolvidos, direta ou indiretamente, às Escolas, que já são leitores a potencializarem este hábito, mas também dar total atenção àqueles que não adentraram neste universo maravilhoso.

Para tanto será preciso que não nos tornemos ilhas, isolados em nossas práticas, restritas as Escolas, mas que convidemos todos a participarem do processo.

Em observações, como supervisora pedagógica de algumas destas Unidades Escolares, através de questionamentos informais, em momentos de formações e em outros momentos, deduzimos que o prazer de ler, ou mesmo o desejo de ler para informar-se ou manter-se atualizado parece não fazer parte da rotina dos Educadores, de um modo geral.

Os professores, por exemplo, lêem mais para se melhorarem como profissionais, para preparar seus planejamentos e para aumentar a fé (através da bíblia ou textos cristãos), ou, ainda, para buscar a auto-ajuda e melhorar a auto-estima. Um ou outro ler por fruição.

Também em observações, mas agora em sala de aula, percebe-se que as Rodas de leituras são realizadas, mas o gênero textual mais utilizado é a fábula, transparecendo um desejo de que os alunos entendam os julgamentos morais peculiares a este gênero textual. E, na grande maioria, são os professores que realizam as leituras, escolhidas, aleatoriamente, sem um planejamento prévio.

Entendemos que cabe ao professor, entre outras atividades, ler diariamente para seus alunos, com o objetivo de formar leitores, como uma função meta cognitiva. Sem pedir ou exigir. O desejo de ler deve ser estimulado pela observação diária da conduta prazerosa do (a) educador (a) e dos alunos ou outros leitores potenciais, no ato de ler para o outro ou para si mesmo, silenciosamente. Se constituindo, portanto, a Roda de Leitura, numa estratégia, mas também num conteúdo atitudinal (este tipo de conteúdo pode agrupar-se em valores, atitudes ou normas, cooperação, solidariedade, trabalho em grupo, gosto pela leitura, respeito, ética, etc.).

Vale ainda salientar que, tanto como estratégia, quanto como conteúdo, o ler para o outro deverá estar impregnado de afeto, de boas bases de convivência. O que, de forma alguma, deve ser desconsiderado pela escola. Neste sentido quem ler deverá gostar do que estar fazendo e sentir prazer no que estar fazendo e para quem estar fazendo.

Por isto, é preciso estimular os alunos a também lerem em voz alta, textos diversos, não em eventos pontuais, mas rotineiramente e pelo prazer de ler para outros e para seus próprios deleites.

Outros aspectos foram observados: O não uso de estratégias próprias da Roda de Leitura, como o aquecimento ou situações motivacionais e os desdobramentos, ampliação do texto.

Verificam-se, também, cobranças pela interpretação do texto. Não se estimula o empréstimo de livros e nem tampouco se incentiva os alunos a também serem os atores ativos do processo, ou seja, a lerem para os outros, com uma preparação prévia, é óbvio. Isto só ocorre quando se avalia o processo de aquisição da leitura ou em festividades na Escola, quando os alunos se apresentam em dramatizações, recitam etc.

Verificam-se, ainda, uma outra dificuldade entre os profissionais que se constituem Educadores observados: a não diferenciação entre ler em voz alta e contar histórias. Ler, entre outras funções, conduz o leitor e o ouvinte, sujeitos do processo, a se apropriarem da linguagem escrita, das formas de escrever, dos recursos lingüísticos e/ou gráficos que os autores utilizam para enriquecer o texto. A pessoa que ler muito, quando conta histórias fala de um modo mais aproximado às estruturas da escrita, sem muitas repetições, sem abuso de conectivos informais, a exemplo do “ai”, e se apropria, muito mais, de uma enorme diversidade de estruturas como disposição gráfica e outros elementos dos muitos gêneros textuais: versos, rimas, prosa, descrição, narração, diálogos, discursos indiretos, exposição de idéias. Enquanto que o contar história traduz muito mais a magia do leitor no ato de viver o texto, pois pode ser mais enriquecido com gestos, falas, onomatopéias, trejeitos, etc. Alem das possibilidades de interação do (a) autor (a) com o (a) contador (a), do (a) contador (a) com os ouvintes, dos acréscimos ou supressões de expressões que o (a) contador (a) pode realizar no texto contado e não no texto lido.

Entretanto, todos os problemas citados, até então, já estão sendo minimizados, face às formações que estão acontecendo, com vistas à boa utilização das Bibliotecas Móveis, doadas pelo IA e pelo ICC, via CENPEC, como ação de um Projeto dos referidos Institutos, intitulado “Ler: prazer e saber”, que tem como meta principal disseminar o prazer de ler, ou melhor, formar Educadores/alunos leitores.

Resta-nos prever Orientações, nas outras formações previstas, visando diminuir outros problemas, também observáveis:

1. Outras estratégias de motivação, inclusive para os educadores:

· Leitura e declamações de Poesias;

· Festivais literários;

· Jograis;

· Exposições de versos ilustrados;

· Concursos literários;

· Elaboração de livros;

· Feira de livros;

· Pesquisas acerca de escritores;

· Conversa com escritores;

· Leituras compartilhadas;

· Vídeos sobre livros;

· Concertos de Leitura;

· Contação de histórias, com e sem recursos;

· Ler para idosos, cegos, etc.

· Etc.

2. Outros procedimentos pedagógicos que levam à formação do leitor;

3. Procedimentos de valorização da leitura de livros, como contra ponto as mídias atuais, especialmente a internet;

4. Melhoria das estratégias de desenvolvimento das habilidades de leitura das crianças haja vistas que a grande maioria não sabe ler (aquisição do código escrito);

5. Trabalhos com os livros de literatura do acervo doado;

6. Estratégias divertidas para se levar os alunos a conhecerem as partes dos livros e a amá-los;

7. Restauração e conservação de livros;

8. Atividades para o desenvolvimento da atenção, especialmente para alunos com problemas quanto a este aspecto, e àqueles que ainda não estão acostumados aos livros, bem como os alunos considerados especiais, com deficiências físicas e/ou mentais;

9. Estratégias próprias para o trabalho de formação do leitor adolescente;

10. Estratégias para compreensão de textos mais complexos, ou seja, que trabalhem habilidades mentais mais elaboradas.

Ana Lúcia de S. Silva

sexta-feira, 11 de junho de 2010

ARTE-POESIA



MULHER NA SUA ESTIMAS PRESTES A DAR A LUZ

Altura: 122.00 cm Comprimento: 45.00 cm

Peso: 7.00 kg Profundidade: 5.00 cm


Material utilizado:

MADEIRA CEREJEIRA


Técnica utilizada:

ESCULPIDO

galeria de:

LUDWIG BLAHOWETZ, 80 anos - TREZE TILIAS, SC

Mulher Nordestina

Olhando esta imensa natureza coberta de uma magistral beleza...
Sinto na pele a intensa beleza de ser bem mulher.
A mulher nordestina tem poros transpirantes...
Com aromas do sol e sal da terra, perfume ameno dos lírios dos campos.
Daquela erva que aromatiza as mesas e acalma os leitos...
Que banha os corpos para deixar sua calma relaxante de natureza.
A mulher nordestina sente tem meu corpo a fonte de mel o conto de fada.
Sinto em meu cheiro a vibração das ventanias,
Do cavalgar de uma amazona em tardes sombrias...
Sabor de relva, cheiro do capim macio.
A alma feminina desta mulher cheira ao poder do mar.
Cheiro de maresia, aquele cheiro que arrepia, domina, invade,
Sem muito alarde, mas fica, brilha, marca, deixa uma marca tão profunda,
Que inunda corações, atrai multidões.
A mulher nordestina é fera, cheiro de cio.
A mulher nordestina é uma flor pequenina que se abre pela manhã.
E que colhemos pelas campinas selvagens.
Sou mulher que recebe a chuva no corpo, se perfuma.
E cura-se com aroeiras e corre pelas capoeiras.
A mulher nordestina se cura com um recado do por do sol
Inspira-se com o surgir da lua, instante mágico, ali se banha,
Põe-se totalmente nua, sem receios, medos, sem domínios.
A mulher nordestina abusa da sua fiel natureza de ser bem mulher,
De fazer o que quer, sem restrições, pois gosta de ser o que é.
Domina o mundo, desnorteia a bússola do tempo,
Corre pelo mundo em busca de ser feliz, isto é raiz, firmeza,
Tudo por conta desta incontestável e transparente beleza.
Que é a sua própria natureza, natureza felina de menina.
Natureza de mulher, que sempre sente e faz o que quer.
Pois todos cedem a seus sedutores domínios de Mulher.

RubraLinda.(LindaFernandez)...

terça-feira, 8 de junho de 2010

ENTRTENIMENTO

RIA, FAZ BEM A ALMA E AO CORAÇÃO

PIADINHAS
CONTRIBUIÇÃO DE MINHA AMIGA PAULISTANA BETH

PROPAGANDA NOVA SCHIN -

A VINGANÇA FEMININA


Se você ligasse pro seu namorado e ele atendesse assim:
"Escuta aqui você, eu tô na casa de um amigão, tô tomando um cervejão, tô jogando um poquerzão e não vô agora não!"

O que você falaria depois?????

Oras, exatamente isso:

"Relaxa amor, só liguei pra avisar que eu tô na casa da vizinha, tomando uma caipirinha, tá rolando a maior festinha, vou chegar de manhãzinha...E a propósito, eu não vou dormir sozinha...rsrs’’




O sujeito era apaixonado por discos voadores e seres do outro mundo. Vivia lendo tudo o que se publicava a respeito desse assunto, tanto que ficou fanático e vivia na expectativa de encontrar algum alienígena.

Toda a noite saía a rondar por lugares esmos para ver se encontrava um extraterrestre. Certa noite, numa de suas excursões noturnas, avistou um vulto de cabeça bem grande, braços longos, pernas curtas, rentes ao chão.

Emocionado, com voz embargada, ele falou:

— Luiz Oliveira, fazendo contato!

Ao que o ser estranho respondeu:

— Severino da Silva, fazendo cocô!



Da porta da barbearia, o freguês grita para o barbeiro:

— Vicente, acabo de ver tua mulher com outro homem!

Imediatamente o barbeiro corre até sua casa, que fica ali perto. Pouco depois, regressa, reclamando:

— Perdi tempo à toa. Ela não estava com outro. Estava com o mesmo de sempre
.



Estavam reunidos o Pequeno Polegar, a Branca de Neve e o Burrinho do Shrek, na Disney, jogando conversa fora... De repente, o Polegar disse:

— Eu sou o menor homem do mundo!

A Branca de Neve retrucou:

— Sou a mais bela do mundo!

E o Burrinho do Shrek finalizou:

— Sou o burro mais burro do planeta!

Mas eles queriam que isso fosse comprovado. Pegaram o Guiness Book e o Polegar abriu na pagina 73. Realmente estava lá: Polegar, o menor homem do mundo.

Todos ficaram impressionados. Aí, a bela morena pegou o livro, abriu na página 97, e estava lá escrito: Branca de Neve, a mulher mais bela do mundo.

— Ohhhhh! — Exclamaram os outros.

Por último, o Burrinho do Shrek pegou o livro e abriu na página 176. Depois de alguns minutos de silêncio o Burrinho gritou, indignado:

— Dunga? Quem é esse tal de Dunga?

domingo, 6 de junho de 2010

AMOR: E FALARAS EM MIM


E FALARÁS EM MIM

HÁS DE FALAR EM MIM TANTAS VEZES AINDA!...

CONFIDÊNCIAS DE AMOR, ALGUM DIA TROCANDO,

TU DIRÁS, A SORRIR, TUA DOR OCULTANDO:

“A VIDA DEU-ME TUDO DO AMOR! UMA BOCA

EM QUE EXTRAVASEI TODA MINHA ÂNSIA LOUCA,

UM CORPO QUE AQUECEU MEU CORPO GELADO

UNS OLHOS QUE BEBERAM MEU PRANTO MOLHADO...”

E HÁS DE PRONUCIAR O MEU NOME BAIXINHO:

“ELA ERA MEU SONHO! ELA ERA MEU NINHO.

UM POEMA DE AMOR, A BENDITA DOÇURA,

A PRIMAVERA EM FLOR TRESCALANDO TERNURA!

UM AMOR MUITO GRANDE E MINHA ALMA TOMOU

E PRA JUNTO DO SEU O MEU SONHO LEVOU

EM SEUS BRAÇOS VOEI ÀS MAIS ALTAS PARAGENS

SUA MÃO INDICOU-ME TÃO LINDAS PAISAGENS,

EMBALANDO-ME O SONO A SUA VOZ PERTURBADA,

SOMENTE PARA MIM EM CANTO TRANSFORMADA,

QUE MIL VEZES SONHEI, MUITO EMBORA DESPERTO

SÓ DE VER EM SEUS LÁBIOS UM SORRISO ENTREABERTO

COMO QUE A DIZER: DEIXA QUE EU VIVA

ETERNAMENTE ASSIM, DOS TEUS OLHOS CATIVA!”

HÁS DE FALAR DE MIM, UM DIA INTERPELADO

SOBRE A TUA VIDA O MAIS BELO PECADO

PENSANDO: FOI TALVÉS O ÚNICO QUE FIZ

CUJA CULPA ME FEZ TANTO TEMPO FELIZ

“ERA TÃO AMOROSA A MULHER QUE TRAZIA

ENTRE AS MÃOS ENCANTADAS MINHA ALMA VAZIA

QUE NÃO SENTIU SEQUER A TRAIÇÃO MALVADA

DE UMA FRASE AO ACASO EM MURMÚRIO DITADA!

E SÓ PORQUE AMAVA SINTO QUE PEQUEI

AO ROUBAR DE SUA BOCA OS BEIJOS QUE ROUBEI!...

ELA ME AMAVA TANTO, ELA ME QUIS SOMENTE.

E MIL VEZES DIRÁS TUA BOCA FREMENTE:

O DESTINO ARRASTOU-ME, INCONSCIENTE VIM,

AQUI FIQUEI SEM ELA, E A DEIXEI SEM MIM!

YEDA JUCÁ

AGOSTO/1947

CONTRIBUIÇÃO DE MEU AMIGO INTERNAUTA EDU LIRA (JURIPIRANGA-PB)

ARTE E SEXUALIDADE

Leilão da famosa casa Christie's, maio de 2010. Tela de Picasso avaliada em até US$ 90 milhões
Nu sentado é uma das pinturas de Pablo Picasso que marca o fim da fase azul que durou quase três anos e o início da fase rosa que durou de 1905 até 1906. A menos rígida, maior agilidade nas linhas e sutis deformações, nova beleza, terna e delicada, caracterizavam os quadros dessa época, onde o volume corpóreo das figuras ganha maior importância. Em Nu sentado, o olhar do modelo continua tristonho (marca da fase azul) enquanto o corpo já flutua num suave campo alaranjado.

Wikipédia


Estamos falando do quadro Nu au Plateau de Sculpteur, não apenas mais um nu feminino do pintor espanhol, como um nu feminino de Marie-Thérèse, uma das amantes do artista.

“A arte nunca é casta, se deveria mantê-la longe de todos os cândidos ignorantes. Nunca se deveria deixar que gente impreparada se lhe aproximasse. Sim, a Arte é perigosa. Se é casta não é Arte.” (Pablo Picasso)


ARTE E SEXUALIDADE

Vénus olhando-se ao espelho
Diego Velázquez, c. 1647–51
óleo sobre tela
122 × 177 cm
National Gallery (Londres)

para você, Antônio, escravo preferido







EU


EUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU